Cidadão Kane (ou Citizen
Kane, nome original) é um filme americano dirigido por Orson Welles, em
1941, baseado na história real de William Randolph Hearst, importante homem na
imprensa dos EUA.
O início do filme começa quando nos veículos impressos
(jornais) noticiam de forma sensacionalista, a respeito da morte do senhor
Charles Foster Kane (interpretado por Orson Welles), um homem famoso pelo
império de empresas jornalísticas que construiu ao longo dos anos, conhecido
também como “O Rei da Imprensa”.
A vida deste importante homem é contada a partir das
investigações do jornalista Jerry Thompson (interpretado por William Alland), a fim de
descobrir o significado da última palavra que Kane pronunciou em seu leito de
morte: Rosebund.
Procurando fontes próximas a Kane, o jornalista Thompson
pretende solucionar tal enigma. A procura pelas fontes, as perguntas que tentam
extrair os mais intrínsecos segredos e sentimentos e a relação mantida entre o
jornalista e sua fonte, podem ser observados no filme.
Kane fora um menino pobre que conseguiu construir um
grande império no ramo do jornalismo, sempre prezando pelo compromisso social
de seus veículos comunicativos, preocupado também com que suas notícias
retratassem a verdade dos fatos, bem como lutar pelos interesses e direitos da
classe menos favorecida. “Há coisas mais
importantes do que foto e texto: tornar o jornal importante para a sociedade,
com sinceridade e verdade rápida” diz Kane.
“A confiabilidade e
a credibilidade de que se alimentam a empresa e o profissional dependem da
disposição da busca pela verdade” e isso é o que Kane almeja com os seus
jornais. (GOMES, 2002, p. 36)
O interessante é que também, logo que assumiu o posto em
seu primeiro jornal, Kane tratou de publicar para as pessoas, uma declaração de
seus princípios, ou seja, valores e compromisso jornalísticos, tais como alguns
aqueles que norteiam os códigos de ética da profissão jornalística.
Figura popular na mídia, Kane decidiu lutar pelos
direitos da população, entrando no cenário político. Mas um escândalo põe fim a
seu sonho. Ética e moral se cruzam nesse episódio, em que Kane não cede às
chantagens de seu candidato opositor, que pedia a sua renúncia das eleições e
em troca, impediria que os jornais divulgassem uma matéria sobre um caso
amoroso de Kane com uma cantora chamada Dorothy Comingore (interpretada por Susan Alexander) mesmo sendo
casado. “E é sujeito a julgamento
público, sob o ponto de vista moral, quando justamente cruza-se com questões de
interesse público.” Sua vida particular prejudicou sua vida pública,
perdendo a eleição. (GOMES, 2002, p. 36)
E finalmente, o jornalista Thompson, cansado e incapaz de
solucionar que de fato vem a ser Rosebund,
conclui que Kane foi um homem solitário, que apesar de ter dinheiro não tinha
também nada. Os telespectadores descobrem que Rosebund é o nome do trenó de Kane, que significa ou representa a
infância perdida em sua terra natal, antes de se aventurar em uma vida de
renúncias, solidão, dinheiro, sucesso, escândalos e a luta incansável de ter
uma relação amorosa instável.
O filme Cidadão
Kane foi indicado aos prêmios de melhor roteiro original, melhor protagonista,
melhor fotografia, melhor trilha sonora e melhor filme no Oscar de 1942. No Prêmio NYFCC 1941 venceu como melhor filme.
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