Harpa da Morte o que irei tocar esta noite?
Uma marcha fúnebre para acompanhar minha perturbada alma?
Uma canção de ninar para afastar esses espíritos mortos de mim?
Harpa da Morte o que eu irei fazer agora?
Eu ainda continuo a sentir meus passos solitários
E as mentiras sangrentas a me perseguir nessa travessia
Fingir é mais fácil que chorar
Meus olhos ainda estão inchados
Você continua feliz, benzinho
E eu, a dama suicida, estou à margem
Pai, meus pecados estão sorrindo
Mãe, eu preciso esquecer quem fui
A todos, que na outra vida possamos estar junto
Harpa da Morte o que hei de fazer com esta tristeza/
Rasga-me por dentro e devora-me meus resquícios de paz
Há muito tempo como areias do tempo, a sanidade escapa
Resta-me fingir para o mundo
Pois minha face ainda está sorrindo
Você continua imerso nessa podridão
Dormindo com as prostitutas e bebendo vinho
Vomitando no sangue de quem te acolheu
Fingir é mais fácil que chorar
Meus olhos ainda estão inchados
Você continua feliz, benzinho
E eu, a dama suicida, estou à margem
Pai, meus pecados estão sorrindo
Mãe, eu preciso esquecer quem fui
A todos, que na outra vida possamos estar junto
Quantas vezes gritei seu nome em meus mais belos pesadelos?
Adeus promessas gloriosas de alegrias infantis
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