
Dezoito noivas da noite, em consumação fatal
Hera, a mãe, olha do alto da montanha o prazer carnal
Danças flutuantes, gritos e gemidos, doidas a correr
Uma ménades a mais para ser escrava de Dionísio
Do vinho que embriaga, me contaste uma história
Da cabeça arrançada de Orfeu sem harpa
A cantar nas florestas sombrias da memória
Uma ménades a ser devorada por seus desejos
Parta de mim toda a sanidade em seu mais instinto louvor
Mãos que na escuridão perdida, conduzem o banquete sexual
Parta de ti toda privação e julgamento pois hoje serei aquela
Que em louvor a Baco consumirá suas memórias
Entregue seu coração, beba mais, morra
Dezoito noivas da noite, em consumação fatal oferecem seus corpos.
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