Pássaro que implora por
um momento de liberdade
Sob as asas de um céu
azul e nuvens acolhedoras
Descansar sua tristeza
nos berços do amanhecer
E na eternidade,
proclamar seus hinos de louvor
Ao criador que assim
lhe concede seu desejo de viver
És selvagem nessa vida,
de outra forma não há
Como vencer em um mundo
onde os fracos não tem voz
És feliz quando celebra
da partilha entre irmãos
Vamos ecoar seu nome
por entre os véus das estações
Pássaro que implora por
piedade em seu derradeiro sonho
Sob as asas de um amor
imortal sem nome
Descansar sua tristeza
e afogar em lágrimas e sangue
E na eternidade lembrar
do guerreiro que é lenda
Ao criador que assim
lhe concede seu desejo de morrer
És selvagem, olhos de
uma raiva que guia
Em histórias de ninar
para gerações antigas e novas
És feliz na outrora que
se apaga com um beijo
Vamos ecoar seu nome
por entre os véus das estações
Meu canto é assim que
encanta
E desperta essa fera
que há em mim
Mostra-me a força de
servir
O ritmo de dançar
As palavras por
inventar
E a despedida que há
Quando lembro de sua
face em meus seios
Meu canto é assim que
encanta...
Pássaro que implora por
perdão, enquanto suspira
Sob as asas de uma
agonia sem fim
Descansar do mundo de
males explorador
E na eternidade rogar
pelo seu povo esquecido
Ao criador que assim
lhe concede seu desejo de renascer!
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