Eu estava disposta a encerrar de uma vez por todas com as histórias sobre mim: a das cartas, o desfile, o vídeo e as mentiras de Marx. Estava doendo demais e eu não desejava compartilhar com ninguém tamanha dor. As águas pareciam dançar sob meus olhos. Pensei se do outro lado da vida, as coisas poderiam ser melhores. Ou se eu apenas adormeceria envolta de doces sonhos de outrora... Ou se estaria nos braços acolhedores de minha mãe... O tempo estava correndo. Todos estavam se aproximando.
Os risos de Carol e suas palavras anteriores foram cruciais para meu ato de desespero... Não poderia ser novamente uma covarde. Só pulei apenas... Sentia a água invadir cada extremidade de meu corpo e aos poucos me sufocar. Eu clamava por alguma espécie de ar que não chegava. Era o me fim...
"Carol, o que aconteceu aqui? Abram a grade de acesso a piscina. Como ela conseguiu entrar ai? E você? Por que não chamou ninguém?", dizia o senhor Valdemar.
...
Bradon estava certo. Tudo não passou de uma palhaçada para acabar de uma vez por todas com minha vida...

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