Eu me "arrumei" da melhor forma possível para deixar Marx impressionado... Na verdade me arrumei do meu jeito. Até meu pai ficou feliz em ver o meu empenho em ser uma "perua do bem". Algo em mim hoje, atraía boas coisas e me vê daquele jeito tão mudada, o deixava feliz. Contei a ele que meu amigo Marx e seu pai iriam me levar para festa, tranquilizando-o. Pelo menos foi o que eu pensei. Sabendo que não haveria responsabilidade de me deixar e me buscar, ele aproveitaria minha ausência para beber. Quando se alimenta um vício, raramente pode-se fugir dele, pois essa tentação em forma de vício arruma formas de te seduzir, e no final das contas, você se entrega de corpo e alma.
De repente, algo martelou na minha cabeça. As palavras de Brandon "Não vá!", surgiram.
"Por que esse homem está sempre tentando me proteger? O que ele deseja de verdade?"
***
Eu estava impaciente olhando no relógio o tempo seguir em frente, e eu, perturbado ainda com o sonho de poucos instantes. Cassie sempre voltava para me assombrar, dizendo para mim palavras acusatórias diante de minha falha repentina:
-Tu não me amastes! Se assim fosse verdade, de fato, haveria conseguido me ressuscitar! Tu somente falhas, meu amor. E eu repouso aqui na ausência de teu amor e na profundidade acolhedora de uma solidão sem limites e calorosa escuridão.
Vi que era quase a hora da festa. Senti na profundidade de meu coração, que eu deveria salvar Lindsay dessa humilhação. Porém, uma outra parte de mim foi mais forte e sensata. Eu já havia lhe dado o recado anteriormente. Cada um paga pelo preço de suas escolhas. Independente de ser mal ou bom.
"Sei, Siegfried. Há coisas pelas quais não podemos nos intrometer. Mas eu a amo!"
Chorei, porque senti de uma certa forma, que estava traindo a memória de minha estimada Cassie, mas meus novos e poderosos sentimentos já não podiam mais estarem escondidos.
"Eu irei. Por mim. Por ela. Ambos merecemos saber disso. Esperarei o que for preciso, mas ela saberá que eu a amo."
Nessa hora, caí no chão, gemendo de dor.
"VOCÊ NÃO VAI SE METER, BRANDON!", falou o Corvo.
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Música que eu fiz em homenagem ao triângulo amoroso da Lindsay, Lady e Brandon, baseado no poema O Corvo de Edgar Allan Poe.
Obs: o áudio não está tão bom assim, mas pelo menos não uso efeito algum... essa voz desajeitada é natural mesmo hahaha
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Música que eu fiz em homenagem ao triângulo amoroso da Lindsay, Lady e Brandon, baseado no poema O Corvo de Edgar Allan Poe.
Obs: o áudio não está tão bom assim, mas pelo menos não uso efeito algum... essa voz desajeitada é natural mesmo hahaha
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