Eu sabia que aquele trio formado pelo Marx, Carol e Wanessa eram os mais responsáveis pela morte de Lindsay. Não posso dizer o quão o meu espírito revoltado ficou. Eu havia perdido meu filho, minha esposa, e agora, aquela que habitava meus poucos momentos de bons sonhos. O que restara agora para mim, Siegfried?
Invoquei inúmeras vezes o meu amigo corvo e pedi que me fornecesse a magia necessária para puni-los. Prometi usar este dom para alguma espécie de bem, mas de uma certa forma, o mal, que não somente fora feito a mim e que atingia toda uma família, deveria ser reparado: uma vida deveria ser ceifada agora.
Sigefried apenas sobrevoava o corpo daquela que um dia seria sua mestra. Ele já não era mais meu. Não atendia ao meu chamado desesperado. O que poderia fazer nesse momento era chorar e blasfemar pelos deuses que novamente brincavam com o meu coração. Como permitiram que tal alma caridosa e amável deixasse de iluminar as trevas que insistentemente me convidavam a adentrar em seu mundo?
"A culpa é deles! Malditos! Eu gostaria de matá-los por isso!"
"Professor, contenha-se! Já não ver o quanto estamos sofrendo por essa situação? Olhe para o pai desta pobre garota! Olhe para os seus verdadeiros amigos que timidamente mostram-se horrorizados. Olhe para nós, transbordando dor e culpa também. Já não é o bastante, Brandon? E o pior: olhe para aqueles pelos quais você acusa de indiretamente terem contribuído para tal ato. Não vê que essa cena ficará guardada para sempre em nas memórias de suas vidas?"
***
Eu estou de volta. Não com o tipo de corpo o qual desejei, mas pelo menos o ar percorre novamente meus pulmões. Eu realmente sinto pena de sua miserável vida, Lindsay. Você e eu somos parecidas. Vivemos um amor sem limites. Mas fomos enganadas por aqueles que deveriam nos amar e nos proteger. É a hora da vingança!
Fim!!!
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