Essa
inspiração para escrever surgiu desde quando eu era criança, e começava a
escrever poesias e imaginava uma melodia para as principais poesias que eu
escrevia. Comecei a escrever sobre aqueles primeiros temas infantis: nossos
sentimentos, nossas ilusões, nossas primeiras experiências, fantasias, e
conforme eu fui crescendo, escrever poesias, escrever futuramente romances,
crônicas, contos, era uma forma de tentar entender as coisas que aconteciam ao
meu redor, tentar assimilar e ao mesmo tempo compartilhar das influências que
eu tive, influências de vida, literárias e culturais que a gente vai absorvendo
e que sente a necessidade de compartilhar através de uma nova perspectiva de
vida, de olhar, a partir dos variados formados de histórias que vamos fazendo.
2º)
Quais foram as suas primeiras influências?
As
minhas primeiras influências são oriundas das histórias infantis que a gente
escuta, Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, essas histórias de princesas... A
pessoa que é romântica sempre sonha com o príncipe encantando, seja ele um
príncipe estilo Disney ou aquele príncipe estilo gótico e ultrarromântico, mas
que não deixa de ser um príncipe encantando, no final das contas. Então, as
primeiras influências partem do universo fantástico e infantil, daquela história
de que você pode sofrer, mas será recompensado, e essa recompensa pode ser um
grande amor, um lindo castelo, essas coisas assim. E conforme a gente vai
crescendo, vai percebendo que talvez essa história de final feliz não exista.
Na verdade, há momentos felizes. Então a gente vai tendo influência de nossas
experiências de vida, as nossas decepções, angústias... Cada experiência na vida
da gente como adolescente, especialmente pra mim, foram cruciais para moldar a
pessoa que sou hoje. Quando eu ingressei no curso de Letras da Urca foi que meu
universo literário se expandiu em termos de escala mundial, eu pude me adentrar
em um universo mais do que fantástico. As influências foram mudando e eu me
apeguei bastante ao movimento ultrarromântico, seja ele o brasileiro, o
português, o britânico. Gosto muito do movimento literário romântico americano.
Gosto do movimento modernista, mas a literatura ultrarromântica e a literatura
gótica são minhas principais influências hoje em dia. Pra citar autores, seria
algo meio chato, não é? Então acho melhor citar o universo que é literatura
fantástica, literatura gótica, literatura ultrarromântica, então fica ai um
campo bem mais amplo.
3º)
Como e quando você começou a escrever O Reino Mágico de Mystic e o que
influenciou no processo?
Como
eu coloco na parte de agradecimentos da obra em questão, foi a primeira
história que eu escrevi, então eu ainda preservava todas aquelas experiências e
influências infantis. Esse universo de magia regido por bruxas, fadas, ele
sempre me fascinou. A primeira história que me veio à cabeça foi falar
justamente disso, a partir da reinterpretação de todas essas histórias que ouvi
ou li. O Reino Mágico de Mystic é uma história de extrema importância pra mim,
porque as primeiras coisas que fazemos na vida dentre aquela coisas que
gostamos, marca, independente de ser história de criança, adolescente,
adulto... Pra mim não importa a categoria, mas importa a imortalidade daquela
obra ter sido a inaugural, que me permitiu dá um passo adiante, deixar de lado
um pouco a poesia, e tentar me aventurar nos romances. A partir desta obra,
voltada a literatura infanto-juvenil, eu escrevi outras histórias que
consequentemente mostram o meu amadurecimento, ou seja, tenho projetos de
histórias para adolescentes, para adultos, a gente vai mesclando. Nós nunca devemos
negar aquilo que marcou a gente, em primeiro lugar, todas as nossas primeiras
experiências que marcaram a gente. Então, a minha primeira experiência de
escrever histórias foi com o surgimento do Reino Mágico de Mystic, que comecei
a escrever por volta de 2006, 2007, mais ou menos... E escrevi a história, e
naquela época eu não tinha computador, eu não lembro... Eu acho que escrevi em
2006, engavetei, acho que em 2007 pra 2008 foi que tivemos um computador, ai eu
realmente eu digitei a primeira versão. Só que o computador precisou ser
formatado posteriormente, eu esqueci de salvar a história. Tive que reescrever,
redigitar e espero que tenha ficado tão boa quanto a primeira versão.
4º)
Qual a história desse livro?
Trata-se
de um reino fantástico como outro qualquer, em uma dimensão a qual nós não
temos conhecimento, que desde tempos antigos é assolado com tempos de paz e
tempos de guerra, em virtude de ambições de poder que ultrapassa dimensões. Mystic
é um pais mágico que é formado por vários outros estado, no qual ocorre a
primeira guerra pelo poder da dimensão mágica, disputa entre uma bruxa e uma
fada, na qual cada um sai vitimada pela batalha: Bruxelis, a bruxa que
ambicionou este poder, tem seu espírito aprisionado em uma pedra mágica, não
antes de lançar um feitiço em sua irmã a fada Zilmec, transformando-a no ser
mais horrendo do universo. Tal situação afasta Zilmec de seu grande amor, o
guerreiro Doimy, ser este que não acredita na beleza interior. Zilmec se isola
em uma floresta e morre. Posteriormente, nós é apresentado a história de duas
fadas: Bela e Kayska. Desde pequena, Kayska nutrira pela irmã uma inveja, um
ciúme, sempre por aqueles motivos de achar que a outra é mais amada, é mais
paparicada, é mais bonita, etc. As duas estudavam magia das fada, mas Kayska
consegue aprender também a magia da bruxas, porque na história, cada pessoa
nasce com um dom ou voltada a um estudo específico, por exemplo, estudar magia
da luz, estudar magia oculta, magia das florestas, ser um guerreiro, duende,
então elas já estavam vocacionadas para um determinado caminho. Há a separação
de caminhos a partir das próprias decisões das personagens. Inconformada com o
casamento de sua irmã com o rei Pahares, que era o amor platônico de Kayska, e
com isso ela vai nutrir sentimentos tão ruins que quando ela percebe, Kayska
tem libertado o espírito da bruxa. O reino se encontrará em perigo e a única
esperança vai ser o nascimento da princesa Saíres, filha de Bela, que é mandada
a um reino desconhecido, que é o planeta Terra, a fim de ser salva das maldades
de Kayska/Bruxelis, que já encontra-se dominando o corpo de sua hospedeira.
Kayska estava grávida também. O menino Hélis fica no reino de Mystic, que será
dominando pela Bruxelis, que irá impor um severo regime de escravidão pro
Reino. A partir desse momento, desenrola-se a história, quando Ninska/Saíres e
seus amigos tiver o conhecimento da verdade de suas vidas e dessa
responsabilidade para com o Reino de Mystic, estará rodeado por todo aquele
universo de aventura, de batalhas, do verdadeiro duelo do bem versus o mal.
Contudo, a essência da história é essa.
5º)
Qual a importância desse livro dentro do universo literário e suas
expectativas?
Eu
imagino que atualmente exista muitas pessoas que fazem histórias boas para as
crianças, mas eu apenas quero contribuir com essa história dentro desse
universo da literatura infanto-juvenil, porque eu acho que tem muitas crianças
aqui no Brasil que não estão vivenciando a infância como deveriam vivenciar.
Elas estão ultrapassando as etapas da vida muito rápido e o que é dado ou
ofertado nas mais variadas mídias, seja ela televisiva, na internet, no cinema,
etc são conteúdos para um público jovem e adulto. Outras vezes são histórias
tão confusas ou complexas, que as próprias crianças se sentem excluídas desse
universo, como por exemplo, alguns desenhos produzidos e exibidos hoje em dia
para as crianças, que em nada tem em contribuir em sua formação de indivíduo.
Então, se a criança não for preparada para aquilo que recebe, para assimilar
tais coisas, acaba pensando ou fazendo besteira. São raríssimos casos, por
exemplo, de programas ou desenhos televisivos voltados para as crianças. E
esses programas, muitas vezes, estão longe de serem transmitidos em tv aberta,
que ainda é onde se pode alcançar uma grande massa excluída. Isso também chega
no universo literário, onde autores se focam em um específico público ou em
modas momentâneas de histórias, e acabam esquecendo de que todos nós já fomos
crianças. É nossa obrigação de dar esta oportunidade as crianças de mergulhar
naquele mundo que nós mergulhamos. As histórias infantis representam a
ESPERANÇA: a esperança de uma criança crer, não de ser iludida, como eu disse,
não existe final feliz e sim momentos felizes, mas que as crianças possa crer
que na vida delas haverá momentos felizes, que ela vai encontrar alguém
especial, que com todo esforço feita gera uma recompensa no futuro, que o bem
que ela fizer para com sua família/amigos/etc, ela vai receber esse reflexo de
ações. Esses tipos de ensinamentos, de esperança no bem versus o mal, que hoje
em dia é muito alimentando o contrário, é pregado o contrário mascarado em
ações benéficas onde o mal se propaga, então a finalidade é pregar a esperança
para as crianças nas histórias, colocar esse tipo de moral, esse tipo de
ensinamento, não eixa de ser demais. Sobre as expectativas, eu espero que a família,
os amigos, os desconhecidos, os leitores de meu blog literário Lady Black Raven,
todos eles possam adquirir esse livro e presentear para seus filhos, netos,
sobrinhos, uma criança ou menor abandonado... Como eu acrescentei ao
agradecimento do livro, a gente nunca deve deixar que a fantasia da magia e do
amor, esses bons sentimentos, desvaneçam de nossas vidas, apesar de que muitas
vezes, nós temos um choque com a realidade, mas a gente nunca pode fazer com
que uma criança venha a sofrer o que a gente sofre, a gente tem que preparar
essa criança.
6º)
Existe algum projeto de continuação do livro em questão? E outros projetos de
livros?
Na
verdade, eu não tinha pensado em uma continuação, mas pela própria dinâmica da
história, ela permite que haja uma continuação de um questionamento ou
interrogações que fazem com que essa história possa ser escrita novamente.
Atualmente estou em processo de composição de uma trilogia de poesias
intitulada “Além da Escuridão” e um projeto de um romance de uma humana e um
anjo... aguardem ;)



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