*acesse o pdf do texto da análise aqui
Francisca Raquel Queiroz Alves
Rocha[1]
O texto aponta para questões
referentes a obra de arte e sua difusão. A princípio, discute–se que o sistema
capitalista reflete diretamente ou indiretamente na vida das pessoas e
consequentemente liga–se a cultura daquela massa. Em se tratando da essência da
obra de arte, esta se faz presente em seu caráter reprodutível, a partir de imitações
feitas pelos discípulos, com base na obra de seu mestre, no qual busca difundir
aqueles mesmos preceitos antes ensinados.
Muito se debate sobre o tema
originalidade/autenticidade da obra de arte, transmitida pela tradição, que
leva em si a aura ou essência dessa obra e seu caráter histórico/ ritualista/
mágico/ religioso/ cultualista. Fala–se que não existe “arte pura”, assim como
cada arte tem uma imagem ou símbolo que embute um valor de culto e exposição.
Quando coloca–se valores culturais na arte, esta adquire valor de eternidade.
Já o cinema, utiliza o aspecto da
reprodutividade técnica à favor da difusão maciça do filme. Já a fotografia
possui um aspecto de culto retrógrado e muitas vezes não é vista como arte. Na
contemporaneidade, a arte torna–se eficaz a partir do momento em que o original
deixa de ser o foco principal e transfere para o caráter reprodutível,
modificando a relação entre a massa e a arte. A massa é o elemento ao qual a
indústria cinematográfica quer atingir.
Ainda abordando o tema do cinema,
destaca–se a câmera. Através dela, temos o “inconsciente ótico” e
individualista, que registra o que é ou não é real e faz com que essa percepção
sobre um determinado aspecto ou ponto de vista, torne–se a percepção coletiva
de quem assiste. E finalmente, temos o conceito de recepção tátil (que rege a reestruturação do sistema
perceptivo) e ótica, ligadas a “massa que é quem dita a arte
que deseja consumir” e se distrair. E a estética da guerra, diz respeito a “somente a guerra permite mobilizar em sua
totalidade os meios técnicos do presente, preservando as atuais relações de
produção [...]” e “a guerra imperialista é determinada pela discrepância entre
os poderosos meios de produção sua utilização insuficiente no processo
produtivo, ou seja, pelo desemprego e pela falta de mercados.[...]” (BENJAMIN, 1955, p. 13 e 14).
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