*texto antigo feito no curso de Jornalismo
*acesse o texto original aqui
Francisca
Raquel Queiroz Alves Rocha[1]
Indaga–se no texto que a televisão
brasileira pode expor as “múltiplas faces” e “contradições” existentes no
Brasil e como a mídia interfere no processo de construção da identidade desta
nação. O Brasil que é mostrado na Tv condiz com a realidade ou é uma forma
mascarada de mostrar um Brasil mais apresentável? Questiona–se que nem todas as
identidades nacionais são mostardas na Tv, já que os impérios televisivos são
controlados por uma elite sulista, que cria uma imagem de Brasil diferente da mistura
de raças e culturas encontradas aqui.
A Tv é vista como um instrumento que
propaga um sentimento nacional, já que todo brasileiro comunga dessa idéia mesmo
sobre perspectivas diferentes, oriundas das características regionais,
culturais, etc. Sabe–se que as redes televisivas nacionais tem a capacidade de
atingir um determinado público mais abrangente do que uma rede televisiva regional,
em virtude de sua programação ter “mais qualidade”. Mas a origem da televisão
foi regional e quando ela se popularizou foi que tornou–se nacional, já que “a
evolução técnica a projetou além das fronteiras municipais”.
Com o passar do tempo, surge o
videoteipe, que possibilitou o registro de imagens, que seriam transmitidas
posteriormente. A ascensão da Tv esteve ligada a propagação de programas de
sucesso que eram copiados por outras TVs, onde São Paulo e Rio de Janeiro eram
os grandes pólos televisivos. A partir de 1969, com a inauguração da Rede
Básica de Microondas, que foi possível interligar as diferentes regiões do país
e possibilitou a transmissão de programas ao vivo, assim como os satélites da
Brasilsat que efetivaram tal processo de propagação midiática.
Com isso, a cultura sulista é
difundida em decadência da cultura nordestina ou da gaúcha, já que ficava cada
vez mais difícil difundir outras identidades regionais, já que como foi dito
anteriormente, os pólos de grande influência e poder eram Rio e São Paulo. E
finalmente, encerra–se o texto com questões referentes ao modelo econômico
implantando pela Tv, o desenvolvimento técnico da Tv, o grande desequilíbrio
entre as redes nacionais e regionais, a competitividade, etc.
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