Sabe-se que a Educação é o
processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser
humano, baseado na troca de conhecimentos. Já a Sociedade é o grupo de
indivíduos que vivem por vontade própria, sob normas comuns, submetidas a um
regulamento, exercendo atividades comuns ou defendendo interesses comuns.
Em se tratando do tema
deste trabalho, tanto a Educação como a Sociedade “devem caminhar de mãos
dadas”, ou seja, trabalhar mutualmente na formação profissional e moral do ser
humano já que no mundo em que vivemos o conhecimento é algo imprescindível. O Estado,
a Família e a Escola possuem um papel muito importante nesse processo, cada um
exercendo a sua devida função, contribuindo direta e indiretamente nesse processo
educacional do indivíduo.
À principio, o 1º “sistema
educacional” no Brasil teve como “professores”, os jesuítas (membros da Companhia
de Jesus, ordem religiosa fundada por Inácio de Loyola), que catequizavam os
nativos (sociedade da época, chamados de cristãos novos), cujo o foco principal
era ensinar-lhes a respeito da religião católica, como também transmitir a
cultura dominante da época (cultura européia). Basicamente era voltada para
oralidade, por meio de sermões que seguiam os ensinamentos de retórica
(oratória) dos jesuítas e de fácil entendimento.
Hoje em dia, a escola é um
estabelecimento público ou privado onde se ministram o ensino coletivo.
Percebe-se que atualmente as escolas estão voltadas à valores capitalistas
(sistema econômico e social baseado na propriedade privada dos meios de
produção, na organização da produção, visando o lucro e empregando trabalho
assalariado e no funcionamento de sistemas de preços) tão almejada pela nossa
sociedade, que está preocupada com o bem estar financeiro, sem se importar em
formar seres humanos, portadores de valores morais e éticos.
À respeito desse questionamento
temos uma sociedade completamente capitalista, que acaba influenciando a
Educação/Escola, para que ela siga esse mesmo caminho. Um exemplo clássico é
que para divulgar a sua “marca” (escola vista como uma empresa) e supostamente
o quão bom e proveitoso é o seu ensino, as escolas geralmente particulares,
estampam faixas com nomes de vestibulandos aprovados em grandes Faculdades ou
Universidades. Os pais vêem esse tipo de ensino, um investimento e
conseqüentemente a aprovação dos filhos em cursos de “maior prestígio social” é
o lucro esperado.
Vale salientar as notáveis diferenças
em relação ao Ensino Público e o Privado (analisado anteriormente). O ensino
público ainda precisa ser melhorado, pois sabemos que essas instituições
preocupem–se em atingir metas estabelecidas pelo governo, sem levar em conta se
o jovem realmente está aprendendo, sem valorizar a importância de professores
capacitados que estejam aptos a compartilhar o conhecimento com os demais e que
realmente ensinem a matéria que lhes dizem respeito, como também se faz
necessário que o professor tenha a liberdade para trazer novos materias
didáticos para incrementar a aula (os atuais livros didáticos distribuídos pelo
governo, não atendem as reais necessidades, por muitas vezes serem resumidos).
Sabemos que não só a
escola ou particularmente os professores, devem ser responsáveis pela educação.
A família (que às vezes se omitem de seu papel, deixando a responsabilidade nas
mãos dos professores) exerce uma função nesta etapa e o aluno deve se esforçar
e ter em mente que a Educação abrirá inúmeras
portas, para que seu futuro seja promissor, lembrando aquele famoso discurso
que “o jovem é o futuro do país”, o que nos leva a valorizar o estudo para que
se alcance o objetivo desejado.
O Governo (regime político de um estado) interfere
na Educação. Podemos destacar os programas e políticas educacionais e sociais
que são criados para atender a população e oferecer o que nos é de direito: que
tenhamos o direito universal a educação (Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional), embora muitos pontos desta lei divergem com a realidade de nosso
país.
A discussão sobre o tema
proposto para este trabalho possui várias extensões, mas o foco central foi
resumir algumas questões que envolvem a maneira que a sociedade interfere na
educação, os mecanismos que ligam esses dois pólos e o conflito existente entre
ambos.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
FERREIRA,
Aurélio Buarque de Holanda. Mini
Dicionário Escolar Aurélio. Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 2004.
Artigo:A
Construção de Uma Outra Sociedade Por Uma Nova Educação. Disponível
em:www.4shared.com/.../A_Construo_de_Uma_Outra_Socied.htm
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