*texto antigo do tempo em que eu cursei Jornalismo e que gostaria de compartilhar com vocês ;)
ESTUDO DIRIGIDO:
Francisca
Raquel Queiroz Alves Rocha[1]
Gleison
Martins Ferreira
[1]
Alunos do 1º Semestre do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará –
UFC.
O filme conta a história de um
jovem chamado Netinho, um adolescente rebelde, que teve experiências com drogas
(maconha) e bebidas, que passa dois anos num hospital psiquiátrico, local onde
também tratava de dependentes químicos. Tudo começa um dia, quando o rapaz
deixa cair de sua camisa um cigarro de maconha e a família, desconfiada que o
filho é um viciado, o interna na clínica.
Percebe–se pois o fato social, que é o modo ou maneira de agir, pensar e sentir do indivíduo,
como também vemos que a sociedade analisa e julga o indivíduo(e nos leva a
questionar outro ponto O que a sociedade faz ou como ela age quando a pessoa é
diferente de seus padrões? E aí está um dos inúmeros defeitos da sociedade:a
dificuldade de conviver como o que é diferente). O pai preocupa–se com o que a
sociedade vai pensar ao descobrir que ele tem um filho “maconheiro”, uma
“ovelha negra”, a “desgraça” da família e não prioriza procurar outros meios,
como por exemplo uma conversa, um diálogo mais aberto para que o jovem sentisse
mais a vontade e pudesse expor os seus receios, dúvidas e questionamentos.
O
pai confia cegamente que a ciência vai salvar o seu filho. Dando continuidade
ao filme, Netinho é internando com o propósito de se reabilitar (restaurar à
normalidade, ou aos meios próximos dela, de forma e de função do organismo,
após um trauma ou doença; recobramento de crédito, de estima ou do bom conceito
perante a sociedade. Dicionário Aurélio, 2004, p. 620). Porém, a estrutura
social ali presente visa o lucro, ou seja, a verba do governo que em repassada
para aquela instituição, onde as pessoas são maltratadas, humilhadas e realmente
são tratadas como animais, além de que a finalidade era prolongar o tratamento
para que assim eles pudessem ganhar mais dinheiro do governo e da família do
doente.
Nesta parte da história, pode–se discutir a questão dos papéis sociais (função que o indivíduo
ou repartições assumem a nível social), mas especificamente o papel do
hospício/sanatório retratado no filme como um local que ao invés de ajudar o
paciente, faz é piorar o seu estado, o que condiz com a realidade brasileira
daquele recinto. Destaca–se a questão do capitalismo,
já que quanto mais pessoas estivessem internadas, mais lucro teriam, sem se
preocupar com o ser humano, em ajudar o próximo.
A solidariedade ( que é um laço ou vínculo recíproco de pessoas ou
coisas independentes; sentido moral que vincula o indivíduo à vida, aos
interesses dum grupos social, duma nação, ou da humanidade. Dicionário Aurélio,
2004, p. 683) é substituída pela imoralidade.
Depois de sofrer muito, Netinho volta para casa. Ele tenta viver normalmente,
mais o trauma daquele lugar ainda o perturba.
A “sociedade” em vez de acolher e
ajudar, começa a censurar o jovem (alguns amigos o abandonam porque seus pais
não querem que seus filhos andem na companhia de um ex–viciado), uma verdadeira
exclusão social. Em uma festa,
Netinho bebe demais e completamente descontrolado, é novamente internado e
passa por terríveis situações, chegando até a tentar cometer suicídio. Sobre esse tema, Durkheim
diz,
|
Finalmente o jovem é libertado
daquele inferno e encontra–se sentado ao lado de seu pai, que lê uma carta que
seu filho havia escrito “Eu não esqueci o que você fez... De seu ato de covardia”.
0 Comentários