Venha para mim, fantasia
Explore minha mente, me converta em sua religião
Desfaça a construção do que fui ontem
Venha para mim, poesia
Com sua retórica afiada como lâmina
Tome um pulso cortado de palavras
Em uma dança sinistra, você apareceu
Um sorriso torto a convidar para seu mundo
Homem:
Como assim? Te escolhi? Foi o que dissestes?
Mas nem eu mesmo sei o que estou falando
Como assim? Foi um erro? Troque de coração
Me deixe livre em minha bestialidade
Em uma dança sinistra, você me prendeu
Um origami feito de carne podre
Deixe-me morrer
Deixe-me morrer
E pensando que o amanhã, eu estarei com você
Deixe-me morrer
Deixe-me morrer
E não quero escutar nossa valsa predileta
Venha para mim, mensageiro
Trouxestes mais um desafio ou intrigas?
Em qual poço devo lançar-me
Venha para mim, oh mentira
Eu estou confusa, nota-se meu medo
Esqueço que um dia fui humana
Em uma dança sinistra, você apareceu
Um sorriso torto a convidar para seu mundo
Deixe-me morrer
Deixe-me morrer
E pensando que o amanhã, eu estarei com você
Deixe-me morrer
Deixe-me morrer
E não quero escutar nossa valsa predileta
Não há glória em viver em um mundo desfeito de erros
Não há glória sacrifícios e improvisos nessa sociedade
Um coringa audacioso, pronto a torturar-me
Não há glória em amar alguém, coração esquecido
Eu sou uma faca em um pulso, carne fresca para seu origami
Deixe-me morrer
Deixe-me morrer
E pensando que o amanhã, eu estarei com você
Deixe-me morrer
Deixe-me morrer
E não quero escutar nossa valsa predileta

0 Comentários