
*poesia antiga anotada em um caderno empoeirado
Dor, dor é a hora de você deixar o homem trabalhar
Larga teu senso misericordioso de lembrá-lo que ninguém pode mais
Ocupar, ocupar a agonia de seu semblante
É tão emocionante vê-lo colecionar memórias em seu museu de faz-de-conta
Puna-o como você fez a mim inúmeras vezes
Puna-o com um choro tão mortal quanto
Puna-o com paredes e estátuas de seu amor
Puna-o com o passado a lhe atormentar
Meu museu de sombras, ossos e cinzas
Meu museu de mentiras e fantasias
Meu museu em poesias loucas pra você
Meu museu de dramas e desejos
Dor, dor é a hora de dizer adeus, de não voltar
Larga teu senso de justiça e injustiça, cujo o destino lhe amaldiçoastes
Ocupar, ocupar um novo lugar no pedestal da entrada
É tão emocionante receber novas visitas em busca do decadente passado histórico do homem!
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