
*poesia antiga anotada em um caderno empoeirado
Escrito com tinta de ouro
Posso ler a minha história
Somente o passado e o presente
Estão anotados nessas linhas
Minhas trapaças e mentiras
Minhas tristezas e alegrias
Com um milhão de páginas
Nem sei o quanto viverei
Conheço o que plantei
Conheço os frutos que irei colher
Posso mudar o meu destino ou é assim que a história segue em frente?
Sinta a fragrância do agora
Do nosso livro da vida
Não há mistérios ou fantasias
É só a realidade tão nua como eu
Sinta a essência do silêncio
Do nosso livro da vida em chamas
Cinzas de antigas páginas douradas
De péssimas poesias sobre mim
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