Você estão sabendo que estou participando do desafio proposto pelo blog da Anna Costa, não é?
Se ainda não sabe do desafio, veja a reportagem aqui:
(link)

Neste mês, seguindo o meu calendário, a obra analisada será o poema To my mother de Edgar Allan Poe:
Poema:
Because I feel that, in the Heavens above,The angels, whispering to one another,Can find, among their burning terms of love,None so devotional as that of “Mother,"You who are more than mother unto me,Therefore by that dear name I long have called you—In setting my Virginia’s spirit free.And fill my heart of hearts, where Death installed youMy mother—my own mother, who died early,And thus are dearer than the mother I knewWas but the mother of myself; but you Are mother to the one I loved so dearly, By that infinity with which my wifeWas dearer to my soul than its soul-life.
Minha análise: Este poema foi escrito por Poe no ano de sua morte: 1849 (em sua republicação talvez você ache este poema com o nome: "Sonnet to My Mother"). Neste poema, Poe dedicada a sua tia Maria Clemm, mãe de sua esposa Virginia. Nele, Poe diz que o amor que sentiu por sua tia era bem maior do que chegou a sentir por sua própria mãe, a senhora Eliza Poe e que sente-se profundamente agradecido pelo carinho e amor dela, que foi um baluarte em uma fase de trevas da vida de Poe.
Ternura, amor, gratidão e felicidade são os sentimentos que reinam este poema. No poema, Poe expressa também o seu amor verdadeiro por sua esposa Virgínia e recorre a tia Muddy (como carinhosamente chamava) quando já não aguentava mais o fardo da perda de sua esposa, em 1847. O interessante é que o aspecto de proteção e maternidade oriundo na alma feminina é a base na construção de um poema tão belo e pouco conhecido das obras de Poe.
Porque eu sinto que, em cima dos céus,Os anjos, sussurram uns aos os outros,Podem encontrar, entre os seus termos ardentes de amorNada tão devocional como o de "Mãe"
Vocês sabem que no dia 19 de janeiro de 2016, dia do aniversário de Poe, eu publiquei um livro: As mulheres de Poe. Nele, há uma poesia na qual a intertextualidade com o poema de Poe está bem nítido:
A
estrada para o paraíso
(Baseado no poema Para minha mãe de Edgar Allan Poe)
No outro lado da estrada
sombria
Depois de tanto chover
em seu coração
Os embaraços
visionários lhe deixam só
Nenhuma mão lhe
assegurava a direção
Novamente perdido e sem
alguém
Para salvar sua vida
Depois de tanto
acreditar que tudo mudou
Agora como uma mágica,
uma porta surge
Mas o medo de aceitar
que
Sua vida acabou, deixa
você cega!
Não
pode enxergar esta luz que vem te guiar
Passos
largos, sem tropeços, nem obstáculos a frente
Sinta
esse vento, sinta o momento
A
estrada para o Paraíso
Em
uma terra tão distante todos te esperam
Sorrisos
em faces tristes, esperança que não morre
Sinta
esse vento, sinta o momento
A
estrada para o Paraíso está dentro de você!
Conheça mais sobre meu livro, clicando na imagem abaixo:
No blog da Anna Costa e no facebook oficial do projeto, o conto escolhido para ser discutido este mês foi METZENGERSTEIN

Acompanhe a discussão coletiva das impressões da primeira obra de Poe neste ano de desafio de leitura ;)

E vocês, o que acharam da proposta? Leram algo de Poe? Beijos

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