
*poesia antiga anotada em um caderno empoeirado
Pegue a chave dos sete segredos
Que abre a porta proibida
O véu da mentira em seu rosto
Sua dança que hoje seduz
Pegue as armas das sete guerras
Em busca do tesouro perdido
A seta que nos guiava
Sua dança que hoje seduz
No calabouço de seu antigo castelo
Se ouvia os gritos de uma princesa
Que sonhava com sua liberdade
E naquela escuridão
Imaginava a única luz
Que pudesse atravessar as paredes
E penetrar em sua alma
Que triste, vivia naquele lugar
Onde pensa em seu resgate
Que horas tudo voltará ao normal?
Quando acabará este tormento
Coro: ventos do destino, nuvens de imagens
sussurros imaginários, o fim de uma verdade
traços da loucura, falsa realidade
beleza roubada, o fim da verdade
Um milhão de cavaleiros reais
Uma recompensa por você
E todos querem lhe salvar
Você ainda espera
No lago da esperança
Um motivo para resistir
Sobras de outra história
Consciente do próprio final
Da guerra que foi travada
Você é o ilustre troféu
Doce sabor da vitória
Coro: não mude de página, sem ler o último verso
marcado a ferro e fogo, você traiu seu reino
você é o próprio engano, com o rosto de uma inocente
Princesa da mentira!
(Continua...)
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