Você é uma alma
desprezada
O que está escrito no
papel, não me diz nada
Fuja de seu próprio
mundo
Bem lá no fundo está a
resposta
Tu és pó, e tu és um
nada!
Um eremita perdido em
emoções
Uma criança na flor da
perda
Um sonhador que brinca
com a loucura
Quando seu coração,
sorrindo, espera pela morte
Você é aquilo que sente
Um duelo do bem e do
mal
Nem céu, nem inferno
Um anjo com um olhar
medroso e pensamentos medíocres
Tu és agonia, tu és
alegria!
Quem
nós somos afinal?
Ecos
distantes quebram o seu mundo de cristal
(A
perfeição não existe mais!)
Queime
em minhas mãos, almas torturadas
(Encare
as suas misérias!)
Eu
sou o seu novo mestre sem nome
Eu
sou a face que você tentou esconder
Eu
sou a voz que você quis silenciar
Pare
de fingir, de querer ser o que não é
Concentre-se
na pergunta
Quem
nós somos afinal?
Quem
nós somos afinal?
Máscaras
de representações sociais
Tolos
divididos entre a paz e a guerra
Eu
sou a assinatura do livro do destino
Eu
sou a melindre música que invade sua mente
Eu
sou o pecado consumado
Um
maldito desvairado
Eu
sou o início do fim que te levará ao recomeço!
Construa, reconstrua e
destrua
Flash de memórias e
recortes de jornais
Transeuntes das vias da
vida
(Essas vozes vão me
levar a descoberta)
Todos somos um, e um
não é nada!
Como feridas de fogo
que permanecem sem sarar
Como lágrimas que
denunciam o vazio que está em mim
(Essas vozes vão me
levar a descoberta)
Sepultando memórias e
inventando mentiras
Sociedade de hipócritas
imersas na lama da luxúria
Condena-me com o teu
falso sorriso
Tenho orgulho de ser um
ninguém
(Um ninguém sem nome,
sem crença, sem pátria)
Vivendo das migalhas do
nada que restou
Vivendo afogado na dor
da procura
De sua própria
identidade.
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