*poesia antiga anotada em um caderno empoeirado
Você me oferece inúmeros livros
Pede para que os leia
E observe todas as regras
Esse é o meu castigo
Ficar aguardando o seu retorno
Na madrugada sombria
Você pede para eu seguir as regras
Se você mesmo não as cumprem
Sempre me desonra
Eu fico a mercê da sorte
Se eu lhe trair em pensamento
Você será severo comigo
Meu castigo será a morte
Eu fico a mercê da sorte
Você faz um sermão pela manhã
A tarde cai nas garras da tentação
Eu apenas fico aqui em casa
Com a vela na mão
Pedindo aos céus por mim
Na madrugada sombria
O disfarce do engano bem na minha frente
Sua voz grosseira me diz sempre
Fique calada e siga as regras
Enquanto isso você me tortura
Eu só sirvo para isso
Sou uma simples escrava do amor
O silêncio do momento
Anuncia a sua chegada
Uma luz no final
Da minha pobre vida
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