Oi amores. O mês de hoje eu escolhi mais um poema de Poe que também não muito conhecido : se chama A Valentien publicado em 1850 (dedicado a poetisa americana Frances Sargent Osgood, apelido Fanny, que foi um dos amores de Poe).
Brightly expressive as the twins of Lœda,
Shall find her own sweet name, that, nestling lies
Upon the page, enwrapped from every reader.
Search narrowly the lines! -- they hold a treasure
Divine -- a talisman -- an amulet
That must be worn at heart. Search well the measure --
The words -- the syllables! Do not forget
The trivialest point, or you may lose your labor!
And yet there is in this no Gordian knot
Which one might not undo without a sabre,
If one could merely comprehend the plot.
Enwritten upon the leaf where now are peering
Eyes scintillating soul, there lie perdus
Three eloquent words oft uttered in the hearing
Of poets, by poets -- as the name is a poet’s, too.
Its letters, although naturally lying
Like the knight Pinto -- Mendez Ferdinando --
Still form a synonym for Truth. -- Cease trying!
You will not read the riddle, though you do the best you can do.
Conheça mais sobre meu livro, clicando na imagem abaixo:

E é claro, fazendo referência ao texto lido, temos a poesia referente a este trabalho de Poe, retratado em meu livro "As mulheres de Poe"
Sua
prisioneira
(Para Valentine)
Quero ver você, anjo
sem asas, voar!
Quero ver você, meu
amor imortal, sangrar!
Cansei de ser açoitada
pelo engano
Restou-me além do corpo
ferido, o orgulho!
Quero ver você, olhos
fechados, esconder!
Quero ver você, lábios
carnudos, me beije!
Eu cuspirei ofensas e
pragas por te amar
Restou-me além da alma
manchada
O desejo de esquecer!
Eu sei que quanto mais
eu tento, mais eu fracasso
Eu sei que quanto mais
eu penso, mais eu preciso
Ser sua prisioneira
Não
é o amor que me move
É
o ódio puro diluído no sangue de minhas veias
Violando
cada extremidade do meu corpo
Me
rasgando de fora para dentro
Quero ver você de
joelhos, caído, me adorando
Quero ver você, louco
de arrependimento, existe perdão?
Cansei de presenciar
atos de um covarde
Restou-me apenas um
vazio sombrio me consumindo
A cada hora que durmo
Eu peço para cair no
poço do esquecimento
Atrás de mim corre
aquele fantasma sorridente
A cada hora eu me
distancio da minha única verdade
Atrás de mim corre
aquele fantasma sorridente
Eu serei sempre sua
prisioneira!
“Para
ela esta rima é escrita.”
No blog da Anna Costa e no facebook oficial do projeto, o conto escolhido para ser discutido este mês foi O Coração Denunciador.
Acompanhe a discussão coletiva das impressões da primeira obra de Poe neste ano de desafio de leitura ;)

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