E se as pessoas nunca mudarem?
E se você tiver a ilusão de que conhece alguém muito bem, em toda a sua intimidade?
Você poderia morrer por ela?
Arriscaria sua alma em nome desse suposto desconhecido?
E se você não for capaz de ver o óbvio, o tão estampado na cara, aquele letreiro brilhante, cuja a luz talvez seja a responsável por ludibriar o seu senso de julgamento?
Julgamento, sim! Porque desde que nascemos, vivemos sob o olhar de um juiz que avalia o nosso antagonismo, a nossa contradição do que somos, do que queremos ser, e daquilo que omitimos por ser, tipo um lado sombrio. Não é a toa que na moeda há duas faces. Todos os seres humanos um dia serão capazes de aprender sobre isso.
Seremos capazes também de aprender tudo isso no momento certo?
E quem determinará o momento certo? A natureza como mãe de um destino que antes mesmo de nascermos determina os nossos passos determinantes e a consequência de nossos passos desviantes?
Ou somos portadores de algum livre-arbítrio?
Sempre arcamos com a responsabilidade de nossos fardos?
Ou estamos conectados, uns aos outros, em uma espécie contínua, dominante e eterna de um efeito dominó?
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