

Não há nenhum som que conduza esta dança
Sozinha, nesta solidão que me puxa
Para dentro de um núcleo vazio
Sinto-me controlada ao ser despida
Sete véus no chão pedregoso
Suas mãos há de acariciar um corpo frio?
Um passo de cada vez nessa valsa
Suas mãos hão de ensinar esta nova dança?
Nesse continuo movimento de ascensão e queda
Desfazendo meu julgamento
Rasgando-me por dentro
Neste giro mortal
Hei de cair em seus braços
Desfazendo os pares
Caçando mais uma vítima
Nesta dança nefasta nos encontraremos!
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