

Em tempos remotos, segredos sorvidos em uma taça de vinho
Sob o olhar de um luar que jamais te esqueceu
A promessa de livres desejos tão flutuantes quanto excitantes
Na sarjeta, moribundos, mendigos e prostitutas em um bordel de sonhos
Sob a suspeita da coruja da noite que nos vigia
A promessa de romper os laços desta maldita era vitoriana
Se eu escapo, ela me resgata
Se eu me excedo, ela me sufoca
Se eu engulo, ela rebola
Se eu me enxugo, ela rebola
Em tempos remotos, o sodômico casal troca posições
Sob o olhar dos libertinos que aplaudem a audácia
A promessa da polêmica não será nosso problema
Se eu escapo, ela me enrosca
Se eu engulo, ela ainda chora
Se eu me enxugo, ela se molha
Molhe meus lábios secos pelo gélido frio da vergonha
Leve a bandeira dos libertinos, adiante nos veremos
Molhe minha b#$%@ com seus beijos, rasgue-me com sua língua
Leve a irregularidade trêmula desse desejo para o túmulo!
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