
Eu não me arrependo, eu fui despertada
Eu não me lembro dos 250 anos passados
Deveria pedir perdão diante de teus
olhos?
Eu encontro caída em seus braços, sem
força
Passo por passo, eu desejo segui-lo além

Eu não me arrependo, eu fui programada
A quebrar em mil pedaços quando meus
filhos
Nos embalos do sonho ousarem me culpar
Serei que nunca serei perdoada?
Passo por passo, eu desejo segui-lo além
Pode parecer errado e perigoso
Meu corpo já foi profanado
(Seu tabernáculo de experiências)
Deixe-me dormir novamente
(Meus tentáculos podem lhe ferir)
Você
me ensinou a viver (Sou sua Medusa)
Você
me ensinou a sofrer (Sou sua híbrida)
Você
me ensinou a amar (Sou sua vadia)
Prometa-me
o Paraíso reconstruído
Por
obra de suas habilidades alienígenas
Eu não me arrependo, eu fui instruída
A reconstruir as categorias sociais
Mesmo ainda crente na cegueira ignorante
Ao homem foi dado a oportunidade de
gritar
Passo por passo, ele deve sair de meu
útero
Pode parecer errado e perigoso
Meu corpo foi experimentado
(Sou aprovada para este caminhar)
Deixe-me dormir novamente
(Meus tentáculos podem lhe ferir)
Você
me ensinou a viver (Sou sua Medusa)
Você
me ensinou a sofrer (Sou sua híbrida)
Você
me ensinou a amar (Sou sua vadia)
Prometa-me
o Paraíso reconstruído
Por
obra de suas habilidades alienígenas
Oankali: Não é um crime ou feitiço
mágico lunar
Não há prisioneiros, apenas espíritos
livres
Na espera evolutiva deste universo
Lilith: Não posso deixar de dizer que
continuo amedrontada
O que será de mim no final deste jogo de
arrogâncias?
Amada? Odiada? Rejeitada? Esquecida?
Sou sua nova Medusa
Minhas majestosas e pequenas serpentes
podem lhe ferir
*baseado
na obra Dawn da escritora afro-americana Octavia Estelle Butler
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