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Esqueça os rostos
Esqueça a melodia
Passo por passo, isto retornará
Como a sombra que sempre persegue
O corpo frágil, prestes a cair
A distância dos sonhos quebrados
A luta diária para ser valorizada
Títulos valem mais do que pessoas
O homem-máquina visa o lucro
O homem-deus visa a adoração
Auto suficiência?
Auto dependência?
Eu errei a flecha por pouco
Me capturaram mais uma vez
Sou aquela que nada contra a corrente
A que brinda com o soldado em plena guerra
A tola que conta os amigos com os dedos
Puna-me!
Borboleta cintilante
Borboleta de corpos
Este assassinato de almas
A indústria da não liberdade
Prestigia seu triunfo
Puna-me!
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