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As postagens sobre a releitura destas obras serão feitas por comentário+ mini poesia que represente o clímax dos contos de Poe+imagem (essa ai logo acima) e serão postadas em meu twitter (https://twitter.com/QuelDeepinside). Mas, quem desejar participar, deverá interagir no facebook oficial do projeto (https://www.facebook.com/groups/1682322388700517/). 

Janeiro

 Berenice é um conto publicado em uma revista literária por Poe no ano de 1835, e sendo classificado como do gênero horror. Trata-se da história de um homem cujo o nome é Egeu e que deseja fazer votos matrimoniais com sua amada Berenice, que está gravemente doente. Essa doença desconhecida, a consome por completo, restando-lhes ainda intacto, os dentes, objeto de obsessão de Egeu.

Para mais informações, leia o post especial feito em 2016


Você vive em meu coração

(Para Berenice)
Escondido entre as sombras, te olhava
Tão linda como a pálida neve
Seus olhos de um brilho incomparável
Disputavam minhas memórias receosas.

Nada é para sempre, triste Berenice
Eu pensei que veria o Paraíso logo
Mas você esqueceu de mim.

O mundo gira e você agora agoniza
E aquela a quem eu amo, eu a temo
Suas vestes transparecem o esquelético ser
O brilho de antes desapareceu.

Nada é para sempre...

Você vive em meu coração, inocente alma que carrego
Na secreta caixa, o terrível segredo
Minha loucura e meu crime, eu violei o seu sono
Mas você vive em meu coração, a única coisa que me recordo
Da antiga vida desvairada, oh Berenice
Você foi minha loucura e meu crime, eu violei o seu sono.

“Levantas!
Meus companheiros me asseguravam que
Visitando o túmulo de minha amiga
Conseguiria, em parte, alívio para as minhas tristezas[1]”.




[1] Em negrito, trechos originais ou traduzidos de poemas ou contos de Poe.

Fevereiro

Outro conto de psicologia da culpa é O Coração Denunciador.

Tem um blog com um assunto bem interessante sobre psicologia da culpa

O conto foi publicado em 1843. A história trata de um homem que mata um senhor idoso. O motivo é a questão do olho cego do senhor, que de alguma forma incomodava o narrador. Ele é enterrado no assoalho. O som do coração deste velho, acaba fazendo com que o narrador diga a verdade aos policiais.

Suspiros existenciais
Tudo deveria ser um lindo sonho?
Tudo foi realmente destinado à pessoa certa?
Todo esse tempo eu estive adormecido, morrendo ou orando

Eu acredito na chuva de lágrimas de seus olhos (você cuidava de mim?)
Eu acredito no próximo passo (e não exito em defender minha vida)
Eu acredito nos suspiros existenciais (de outro plano travarei a vingança)
Esse para sempre terreno me salvará?

Tudo deveria ser um passe de mágica?
Tudo realmente é visível aos meus olhos?
Todo esse tempo eu estive adormecido, morrendo ou orando

Eu acredito na chuva de lágrimas de seus olhos (você cuidava de mim?)
Eu acredito no próximo passo (e não exito em defender minha vida)
Eu acredito nos suspiros existenciais (de outro plano travarei a vingança)
Esse para sempre terreno me salvará?

Por este mesmo olho
A neblina convidativa
Uma desculpa para um assassino

No final, confessar o crime afastou teus demônios!


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