Por fim, trago para vocês a resenha da 11ª temporada da série televisiva Arquivo X. Desta vez, foram 10 episódios (quatro a mais em relação a última temporada em 2016).

Não faremos uma resenha explorando episódio por episódio, e sim, as tramas que ganharam destaque nessa jornada incrível, de uma das maiores séries da temática ufológica de todos os tempos.
É o
discurso do Canceroso sobre verdade, poder e submissão que abre o episódio
inicial:
“Existe vida lá fora? Meu Deus do céu! Ao duvidar, não lhe falta a imaginação, mas também a nossa capacidade de reconhecer os limites de nossa tolice”, assim fala tal personagem.
Canceroso assume não ser um homem mal, e sim pragmático. É esclarecido que haverá o evento que culminará
com a ameaça de um patogênico alienígena que colocará fim a parte da existência
humana [oriundo do último episódio da 10ª temporada], tratava-se de uma visão de William, suposto filho do
casal Fox e Dana, visão essa compartilhada por sua mãe. Há um plano de colonização no espaço para determinado grupo de humanos escolhidos.
Contudo, o garoto William não
passava de um experimento híbrido, filho do Canceroso (e não de Mulder),
oriundo de um programa de eugenia.
Há também um alerta para as
questões relacionadas entre o homem e a tecnologia, no que diz respeito às
formas de uma insistência em viver neste mundo de forma eterna. Realidade,
ilusão, inteligência artificial, controle mental, a inutilidade do homem, o
vazio de sua existência, lembranças, memória coletiva, são outros dos temas
desenvolvidos, cada um deles defendendo sua forma de enxergar, elaborar e
comungar a verdade.
Um desses alertas está no episódio em que é feito o upload da mente de Langly, um dos amigos de Mulder e pertencentes ao Grupo Pistoleiros Solitários. Vale lembrar que o mesmo fora morto em uma epidemia de um vírus alienígena. A imagem do amigo no celular de Mulder, perguntando se o mesmo "estava realmente morto", o conduz, junto com Dana, a investigar este fato, sendo isso, o estopim para que uma agência secreta (que tem mais poder que o FBI) ponha em risco a vida do casa.
Este fato expõe um plano de um grupo de poderosos prestes a escapar do apocalipse humano: várias mentes de pessoas importantes no cenário político, econômico, da ciência e ademais, são feitas reféns em um mundo virtual e aparentemente eterno, onde essa suposta imortalidade tem um preço alto demais para aqueles que sempre lutaram pela verdade e liberdade, no exemplo da figura de Langly.
Outro episódio que alerta os perigos da tecnologias e seu domínio sob o homem, mostra como, não no futuro, mas no nosso presente, as pessoas são substituídas cada vez mais por máquinas. Os nossos telefones celulares informam nossos segredos, quem somos, onde estamos, o que gostamos e não gostamos, e isso serve para que sejamos monitorados, vigiados, domesticados por qualquer espécie de Inteligência Artificial, que desperte o desejo de dominar os humanos. A fala do narrador no início do episódio é enfática ao dizer que:
"Os humanos devem ter cuidado em ensinar a IA ou nós seremos um dia deletados!"
"Temos que ser melhores professores", fala Mulder, ao perceber o quanto que as máquinas imitam seus professores, ou seja, os humanos, no ápice de suas piores características, com a finalidade de poder e dominação, não importando nenhum senso, moral, etc.
As visões apocalípticas de William, das quais Scully também
é capaz de enxergar, faz com que o garoto seja constantemente perseguido.
"A morte vai caçá-lo", é a fala de Mulder que abre o décimo episódio (season finale).
Este, marca o encerramento de um ciclo e o início de
outro, onde novas verdades podem conduzir o ser humano em um caminho de
esperança, mesmo no caótico e ameaçador cenário distópico que está se tornando
o mundo, a partir da morte do Canceroso (pelas mãos de Mulder), a suposta morte
de William, e o anúncio de um milagre: a gravidez de Dana Scully.

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