Minha
opinião
Quero deixar bem claro,
antes de tudo, que respeito qualquer religiosidade e espiritualidade, antes
quem comecem os mimimis. Respeito essas formas de religião/espiritualidades ou
até cultos que não são religiosos (ou o nome que desejar se denominar), desde que
não faça sofrer os humildes e desamparados animais.
Do que adianta lutar
por sua crença, por quebrar preconceitos e etc, e não reconhecer nisso uma
injustiça aos animais? Já não basta as terríveis situações que cotidianamente
estamos “acostumados” a ver e encarar como “normal”?
E disso, de achar que é
“normal”, que vemos a pior característica disforme do ser humano se manifestar: a
crueldade, porque, caríssimos, não há outro nome que me venha a cabeça...
Todos tem direito de manifestar sua fé, seus rituais.... Não se justifica, em nossa realidade, diante de tantas maneiras que podemos nos dirigir a(os) deus(es) como preces/orações, jejuns, danças, etc, utilizarmos o sacrifício de inocentes criaturas. O que eles tem a ver com os nossos desejos, com os nossos deuses??? Se queres sacrificar algo, sacrifica a tua ignorância, soberba, inveja, maldade, orgulho... (E se eu estiver errada ao pensar de maneira tão “senso comum”, como uma professora do meu mestrado me disse, não peço desculpas. Estou no meu direito de falar e isso ninguém pode me roubar ou dizer pra eu ficar calada!)
Todos tem direito de manifestar sua fé, seus rituais.... Não se justifica, em nossa realidade, diante de tantas maneiras que podemos nos dirigir a(os) deus(es) como preces/orações, jejuns, danças, etc, utilizarmos o sacrifício de inocentes criaturas. O que eles tem a ver com os nossos desejos, com os nossos deuses??? Se queres sacrificar algo, sacrifica a tua ignorância, soberba, inveja, maldade, orgulho... (E se eu estiver errada ao pensar de maneira tão “senso comum”, como uma professora do meu mestrado me disse, não peço desculpas. Estou no meu direito de falar e isso ninguém pode me roubar ou dizer pra eu ficar calada!)
Vemos cada vez mais,
pesquisas mostrando a inteligência do animal, a sensibilidade e as relações
“sociais” que eles criam entre si, na defesa de seus semelhantes, contra os predadores da natureza, e especialmente,
contra nós, “supostos seres pensantes” que nos achamos melhores do que os
outros por termos inteligência e sabermos falar. Grande merda essa! Saber
falar, andar sob 2 patas, ter um código linguístico, fazer descobertas
científicas, ter uma cultura, religião, ideologia política não é o que nos torna
humanos. Poucos humanos entendem realmente o que é SER humano.
E quanto aos animais?
Ah! Lembro-me de ter lido um artigo na Revista Caliban, (enquanto estudava para
prestar seleção para o doutorado), no qual, era continha uma conversa com a
autora Maria Esther Maciel e seus estudos sobre animalidade e literatura: reproduzindo
parte do que contém nessa entrevista, a autora
relata que os animais são “seres sensíveis e inteligentes”, e essa concepção se
tem desde o campo literário ao filosófico, e hoje em dia, no campo biopolítico. Usando como
exemplo o filósofo Derrida, Maria Esther discorre sobre o modo como
“converteram o animal em um mero teorema para justificar a racionalidade (...)
como propriedade diferencial”, no sentido de superioridade, em relação aos
outros seres viventes. Homem e animal, a partir desse momento, ficam em um
extremo: humanidade e animalidade. Influenciada também pelos pensamentos de
Michel de Montaigne, a autora cita este estudioso, que em sua época “questionou
a hierarquia entre humanos (...) e defendeu os animais como dotados de
faculdades e habilidades”. O assunto da alteridade animal (alteridade radical)
é uma forma de enxergar como “o animal representa o nosso duplo e, também,
aquilo que nos escapa”. (Essas reflexões são
dirigidas para aqueles que desejam que nossos discursos estejam amparados não
só pela emoção, mas também pela razão, e se possível, filosofia e ciência. [Estão satisfeitos?])
Leio muitos depoimentos sobre pessoas que salvam animais de encruzilhadas, que estão costurados, jogados como
resto de um lixo, ou que estão em baldes em cemitérios mutilados, sofrendo, e
talvez, se pensassem como nós, estaria se perguntando: Por que eu? O que eu
fiz? Eu só estava na rua abandonado, ou escapei do quintal do sítio, ou acabei
de nascer... Por que eu tenho que sofrer em nome de preces de outras pessoas?
Em nome do sistema religioso desses humanos?
Vejo muita gente salvando gatos negros, com medo dos bichanos irem pra rituais. Digo isso por experiência própria. Vejo bonitos hipócritas que falam “sou isso, sou aquilo, amo isso, defendo aquilo” (por modismo, pra ficar mais cult no círculo social limitado e limitante?), mas apoiam a decisão do STF, porque praticam as religiosidades que irão se usufruir dessa decisão do STF: então, queridos, vocês “matam” os animais de todo jeito!!!
Vejo muita gente salvando gatos negros, com medo dos bichanos irem pra rituais. Digo isso por experiência própria. Vejo bonitos hipócritas que falam “sou isso, sou aquilo, amo isso, defendo aquilo” (por modismo, pra ficar mais cult no círculo social limitado e limitante?), mas apoiam a decisão do STF, porque praticam as religiosidades que irão se usufruir dessa decisão do STF: então, queridos, vocês “matam” os animais de todo jeito!!!
Meus amores, é meu desabafo, embora odeie fazer isso, mas causou-me nojo (pra não dizer revolta) diante de mais uma terrível decisão do STF.
#EuSouContraoSacrifíciodeAnimaisemRituais
#EuSouaFavordaVida #MinhaOpinião #CrueldadeComOsAnimais #STFVergonha

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