Inverno
É inverno em meu coração
Disperso
Disperso é o frio que consome a solidão
Te espero
Te espero para consolar meus medos
Me agito
Me agito e abro as portas dessa ilusão
Vá embora
Nunca mais volte para me assombrar
Eu prefiro ser
Um suspiro na névoa a prestes a devorar
A mentira
Do lobo que espreita a donzela que há em mim
Inverno
É inverno e eu não sei o que fazer
Disperso
Disperso o frio vai me congelar
Te odeio
E odeio essa voz que fica a me chamar
Me tortura
Me tortura as vezes que me pego pensando em você
Vá embora
Nunca mais volte para me assombrar
Eu prefiro ser
Um suspiro na névoa, no meu último inverno vou desfrutar
A melancolia
A única a me compreender
Nas entranhas da fera ferida
Você perfura a faca e causa mais dor
Em sua face, pura agonia
O gozo da júbilo do caçador
Espero
Espero para consolar meus medos
Vá embora
Nunca mais volte para me assombrar
Eu prefiro ser
Um suspiro na névoa, a minha marca existencial
A ovelha perdida
Que não retornará jamais para o velho lar.


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