Resenha do livro "Havia gigantes na Terra"- parte 2




SITCHIN, Zecharia. Havia gigantes na Terra. Tradução de Marcelo Albuquerque. São Paulo: Madras, 2014.


 “O homem sapiens surgiu de repente, no sudoeste da África. Foi então que os anunnakis ‘suplantaram’ a Evolução e, usando engenharia genética, promoveram um hominídeo- digamos um Homo erectus- a um homo sapiens= homem sábio) inteligente e capaz de manusear ferramentas para o seu corpo” (p. 156).

Sobre a relação dos anunnakis que moldaram os “operários” para trabalhar, Sitchin enfatiza que o primeiro Adão bíblico, ser/espécie (e não o marido de Eva) também foi criado para trabalhar no Éden e não para adorar como é dito, cujo verbo hebraico Avod significa trabalhar e não adoração. Talvez o Adão criado para adorar seu Deus seja o esposo de Eva e não este primeiro “O Adão”. Outra semelhança entre os textos é quando Enlil é perturbado pela multiplicação dos homens, que em seus urros, impossibilitaram o deus de dormir, e assim ele deseja, de certa forma, aniquilar o homem, mesmo sentimento experimentado por Yahweh, segundo o autor, citando ainda Gênesis 6:67, quando em sua tradução “Yahweh arrependeu-se de ter colocado O Adão na Terra [...]e disse: Eu varrerei O Adão que criei da face da Terra”.

Contudo, Sitchin vai mais a fundo e explica que o cruzamento entre terráqueos e deuses anunnakkis na Terra, produziram uma nova raça, e esse teria sido o real motivo da ira de Enlil. O deus Enki, salva parte da humanidade no Dilúvio, e também foi um dos deuses que desposaram terráqueas.

De acordo com o livro de Gênesis 6, o cruzamento dos filhos de Elohim com as filhas d’O  Adão estavam gerando uma raça de gigantes chamada de nefilins, além da maldade se espalhando na Terra, razão essa que Deus manda o Dilúvio, poupando apenas Noé e sua família.

Por meio das tabuletas que relatam a batalha celestial de Tiamat e Marduk, Sitchin acredita que a vida ou a “semente da vida já preparada (em Nibiru) explica como a vida poderia começar na Terra como resultado relativamente imediato do cataclismo” (p. 160).  Embora a ciência não reconheça, há uma linha investigativa chamada de Panspermia que atesta a vida na Terra “foi semeada a partir de outro lugar” (p. 160), defendida por cientistas.
A bíblia em sua narração colabora com o entendimento científico da diferença da vida e o início da vida na Terra.
No capítulo nove, Sitchin sempre está demonstrando como os contos sumério-babilônicos e bíblicos já mostravam evidências científicas da criação do mundo e do homem, comprovadas anos depois pelos avanços da ciência e suas teorias/descobertas.

O autor ainda faz um paralelo do sentimento/ações  duais de Yahweh no início de Gênesis (como por exemplo, Yahweh ignora a oferta de Caim, Caim mata Abel, e Deus protege como uma marca para não ser morto o Caim, transmitindo, pois, uma punição [70 x7) referente ao ser ou geração que o matasse) com Enlil  e Enki (o primeiro desejava sempre punir a humanidade e o outro salvar a humanidade, apresentando como comprovação o texto O mito do gado e do grão, onde temos os filhos dessas duas divindades nessas posições semelhantes a Caim e Abel: “o filho de Enlil, Ninurta [grão e agricultura] e o filho de Enki, Dumuzi [gado, lã, pastor])”.

No capítulo dez mostra como os apócrifos Livro de Jubileu e Livro de Enoque tratam do intercasalamento dos anjos com as filhas dos homens, gerando gigantes, e levanta a questão “da possibilidade de os patriarcas bíblicos pré-diluvianos serem semideuses já era grande na Antiguidade, especialmente no caso de Noé” (p. 186). Sitchin faz esse paralelo da história de Enoque com o “Enoch mesopotâmico”, o príncipe da cidade de Sippar chamado Enmeduranki, que foi levado à assembleia dos deuses, adquirindo conhecimento lda medicina, astronomia e matemática, e iniciando uma linha de sacerdotes estudiosos, ao voltar desse encontro dos deuses e ser orientado a instruir a humanidade desse conhecimento adquirido.

Outro aspecto interessante que faz alusão ao cruzamento inter espécies é a histórias dos semideuses da mitologia, mostrando que Deuses mantém relações com humanos e geram semideuses que se tornaram governantes de grandes nações, como o caso no Egito em que a rainha Hatshepsut, para legitimar seu direito ao trono, afirmou que o deus Amon teve relações com a sua mãe.

Resumindo até agora, tivemos as seguintes histórias dos estados mesopotâmicos com as histórias bíblicas, servindo de base para uma comprovação de veracidade de fatos:
-Surgimento do mundo
-Surgimento do O Adão
-Surgimento de Adão e Eva
-Queda dos anjos/deuses
-Pecado original
-Caim e Abel
-Cruzamento dos filhos dos homens com os filhos de Elohim
-gigantes, nefilins, semideuses
-Dilúvio/Noé
-Repovoamento da humanidade
-Torre de babel/confusão das línguas

“Foi apenas após a conclusão de que os bíblicos nefilins eram os anunnakis da tradição mesopotâmica que me ocorreu que annakin/anaquins era, simplesmente uma interpretação hebraica dos anunnakis sumerianos/acadianos” (p. 203).

Após o dilúvio que foi na cidade de Kish, “os anunnakis iniciaram a linhagem dos reis pós-diluvianos” (p. 212). Sitchin afirma que na própria bíblia há indício que mesmo após o dilúvio, ainda sim, haviam gigantes.

No capítulo 12, fala-se sobre a ilusão da mortalidade, enquanto privação humana, exemplificando pela história do herói Gilgamesh, bem como indícios em outras civilizações dessas questões da imortalidade.

“Os contos sumérios, os contos bíblicos, o livro dos mortos no Egito e mesmo os contos hindus [...] levam a crer a existência de uma água ou planta da vida capaz de dar a imortalidade, inclusive sendo o alimento dos deuses para manter essa imortalidade [...]”.
Contudo, o autor chama a atenção para o fato de que “não havia imortalidade, nem uma reenvidação de imortalidade por parte dos anunnakis, causada por uma extrema longevidade” (p. 247).

No capítulo treze, fala do surgimento da deusa e da importância da deusa Ninmah, filha do deus Anu, que apaixonada por Enki, etve filhos com ele, a maioria residindo na Terra. Contudo, ela teve também um filho com Enlil. Antes do dilúvio, uma cidade foi dedicada a ela: Shuruppak. Sempre teve influência na vida dos homens antes e após o dilúvio. Como médica anunnaki, foi responsável pela criação do homem operário chamado Ameluti. Ficou também conhecida como Ninti, Mammi, Nintu e Ninharg.

Sitchin fala também desse sentimento de revolta e quase materno em relação aos amelutis, quando Enlil resolveu varrê-los da face da terra com o dilúvio. Na guerra das pirâmides, a deusa buscou paz entre seus dois irmãos Enki e Enlil; após a divisão de novos territórios para os deuses, se instalou na Penísula de Sinai. “Sempre que o título ‘grande deusa’ era utilizado, reservava-se a ela” (p. 252).

Sitcin explica que mais outras deusas que juntamente com Ninmah formam uma trindade de deusas: Ba’u ou Gula, casada com Ninurta, filho de Ninmah. Ela também era conhecia como médica da humanidade. Sua filha Ninsun fecha essa deusa tríplice. Ela é neta de Ninmah, conhecida como “sempre a noiva”, pois muitos reis diziam ser descendentes dela. Essas deusas trouxeram grandes contribuições para a vida e a morte do homem, transitando nessas linhas tênues.

Inanna/Ishtar já era uma deusa bem diferente: cada deus dá o melhor de si para tornar a terra habitável após o dilúvio. Outros deuses eram responsáveis pela parte cultural do povo sumério: Nidaba (escrita), Ninkashi (fermentação da cerveja), Nine (recursos hídricos), Nisaba ou Ninmulda (astrônoma) e Nanshe (senhora do calendário do ano novo).

“Nas relações entre os anunnakis e os terráqueos, a crescente ‘feminização’ foi acentuada pelo poder e autoridades reais exercidos pela segunda e terceira geração de Anunnakis na Terra” (p. 255).

Sithcin fala também do anunciar de uma segunda geração dos deuses da Suméria, anunnakis nascidos na Terra, com a presença de semi-deuses (elos dos humanos e dos deuses), destacando o deus Utu (Shamash- Deus sol): “era pai do chefe de uma nova dinastia [...] uma mudança de paternidade dos deuses antigos que vieram de Nibiru para uma divindade masculina nascida e criada na Terra” (p. 261) e a irmã-gêmea de Utu, Inanna, no lado feminino.

O destaque nessa geração também se dá pela substituição da semente fértil e sêmen puro dos “pais fundadores” de Nibiru pelo ventre divino e sagrado, leite materno, feminino que substitui os termos anteriores.

“E então hoje, sabemos pelos avanços genéticos- a mudança da paternidade da semente fértil do homem para o ventre divino feminino significava que os semideuses, dali em diante, herdariam tanto o DNA geral quanto o DNA mitocondrial específico da deusa” (p. 264).

É Inanna que inicia a Era das Deusas, onde apresenta domínio e comando de cidades importantes da Suméria.

No capítulo 14, conta a história da deusa Inanna e de seu relacionamento com o jardineiro Shamu-in (Sargão), que ganhou uma cidade para ele chamada Agade (Acádia), onde Inanna passou a ser conhecida como Isthar. A era de Ishtar termina em 2255 a.C quando as ambições dos recente rei de Agade causaram desconforto aos deuses e eles “exterminaram” a cidade da face da terra.

Restabelecendo o reinado de Ur na Suméria, o rei Ur-Nammu realizou grandes obras públicas.  “O sacerdócio de Nippur se juntara ao de Ur, conduzindo a um renascimento da religião. Foi nessa época que o sacerdote e profeta Terah, pai de Abraão, fora transferido de Nippur para Ur” (p. 283). 

Contudo, a hostilidade entre o reino de Ur e o reino do oeste de Marduk e Nabu fizeram com que houvesse uma batalha, com a morte de Ur-Nammu. A era de Ur III, como ficou conhecido, “foi o período mais glorioso da Suméria, e o intervalo de tempo em que o Monoteísmo- a crença em um Deus criador universal- criou suas raízes. Também foi o período mais trágico da Suméria, pois, antes daquele século chegar ao fim, a Suméria deixou de existir”  (p. 284).

Deuses, homens e nações estavam em desequilíbrio, nitidamente a nação dos enliitas e os de marduk. Como uma forma de punir Marduk, os deuses decidiram que Ninurt e Nergal ativaram “as armas” para punir as cidades dos pecadores. Na Bíblia, Abraão e o seu sobrinho Lot sõa visados por emissários, anjos sobre a punição das cidades de Sodoma  e Gomorra. Essa onda de energia semelhante a uma bomba atômica devastou as cidades e seus povos. Esse “holocausto nuclear” foi a morte da própria Suméria: uma nuvem nuclear venenosa levada para o leste por ventos inesperados, arrebatou toda a vida na Suméria” (p. 293)

No capítulo 15, temos as descobertas dos arqueólogos de tumbas dos sumérios: os achados permitem desvendar como era a questão da morte para os sumérios; nas tumbas, não só os artefatos eram sepultados, mas sim, corpos de reis, rainhas, assistentes, etc, todos juntos em uma tumba imensa. Sitchin acredita também, diante das descobertas de Leonard Woolley de 16 extraordinárias tumbas, que não só reis e rainhas estavam ali sepultados, mas semideuses e até deuses, já que a concepção aceita pelo autor é que, de fato, não havia imortalidade propriamente dita, mas um prolongamento a mais da vida desses seres. Os cilindros de selos reais atestariam essa suposição.

Fala-se também da cidade de Elam (hoje o Irã), onde era o local que encontravam as pedras chamadas lápis lazúli.

O texto encerra falando que a mortalidade dos anunnakis era apensa uma longa longevidade, “até porque esse conceito de deus ou mesmo de semideus como imortais chega a nos pela Grécia” (p. 330).

E por fim, no capítulo 16, a deusa que nunca partiu, mostra a descoberta arqueológica de um corpo/resto mortal de uma rainha com medidas incomuns para uma humana.

No pós escrito do autor, as origens alienígenas da humanidade: a evidência, os restos mortais da deusa Puabi ou Rainha Shubad poderiam revelar evidências alienígenas, já que ela teria ligação com os deuses de Nibriu. Contudo, o museu onde estão os restos mortais não revelou interesse em estudar o dna.


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