Por:
Francisca Raquel Queiroz Alves Rocha
Na
segunda metade do século XIX, as histórias de detetive se popularizaram e sempre fascinaram o público literário, que são
envolvidos nas diversas tramas, falsas pistas, crimes horrendos que duelam com
a astúcia, a inteligência e o apurado olhar observador desses detetives/heróis.
Quem não conhece as incríveis
façanhas do detetive Sherlock Holmes, personagem criado por Arthur
Conan Doyle? E o que dizer do Hercules Poirot, o detetive belga de Agatha
Christie? Quando tudo parece ser uma incógnita indecifrável, eis que nossos
detetives parecem ‘obrar milagre’ e solucionar os mais bizarros casos.
Entretanto Edgar Allan Poe, –escritor
americano do período romântico e mundialmente conhecido no cenário da
Literatura Universal, após a publicação do poema The Raven em 1845– foi o pai
do gênero ‘Romance Policial’ e das histórias de detetive moderno.
Auguste Dupin foi sua extraordinária
criação. Ele é um detetive francês, que mora em Paris, palco dos casos mais
intrigantes que se propõe ou é convidado a resolver. Dupin foi o protagonista
de três contos: Os assassinatos da Rua
Morgue (1841), A carta roubada e O mistério de Marie Rogêt (1845).
No conto Os assassinatos da Rua Morgue, publicado pela primeira vez na Graham’s Magazine e denominado por Poe
como “um conto de raciocínio”, duas
mulheres –madame Espanye e sua filha–, são mortas.
Para provar que um homem inocente
fora injustamente acusado e que o verdadeiro assassino continua a solta, Dupin
aceita desvendar esse mistério, sem aceitar a recompensa proposta.
O detetive tem um amigo ‘sem nome’
que converge–se no narrador das histórias que envolvem o Dupin, descrevendo os
métodos incríveis em busca de desvendar qualquer mistério ou crime
aparentemente insolúvel.
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