Dentre
os vários estudos da vida e análise das obras de Edgar Allan Poe, Shelley Costa
Blomfield, em seu “Livro Completo de
Edgar Allan Poe– A vida, a época e a obra de um gênio atormentado” fala que
Os assassinatos da Rua Morgue é um
modelo para os demais gêneros que norteiam as histórias policiais, de crimes,
assassinatos e detetives: “o
interrogatório dos suspeitos, a análise das evidências, a teatral revelação
final da solução”, são os apontamentos ressaltados por Shelley em seu livro
e encontrados no conto em questão.
Poe optou em continuar suas
histórias inclinado–se a temas do universo gótico, horror/terror e mistério. Com
sua morte precoce, o escritor não pôde desenvolver e nem explorar o romance
policial, cujo público aumentava consideravelmente e demonstrava interesse no
duelo da mente brilhante de Dupin e da mente perigosa e ousada dos assassinos.
Auguste ainda é considerado o modelo
de detetive mais famoso na literatura mundial. As características que intrigam
e fascinam o público, reside no grande senso de raciocínio lógico,
inteligência, a observação/dedução de fatos/provas/cenas que passam
despercebidas a priori, mas que são
essenciais para a montagem do quebra–cabeças dos casos misteriosos/crimes
brutais, aos quais os detetives estão investigando.
E finalmente, Shelley, enfatiza que
“Poe foi o precursor de toda uma gênese
da ficção de detetives (...) e Dupin é o modelo do Homem Pensante”, modelo
este que serviu– e ainda serve– de inspiração para compor o caráter e a
personalidade de vários detetives modernos da literatura.
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