Nas beiradas de risos coléricos
Na linha cortante da espada
Nos becos imundos e frios
Nas intrigas apaixonantes dos amantes
Onde o escárnio lhe glorifica
Onde a natureza esqueceu de fazer o sol brilhar
Não há nada mais bonito que sua crença
Mas quando será que seus olhos serão realmente abertos
Nos perdemos no discurso da boa lábia
Quando matamos uns aos outros para espalhar o nosso ódio
Há ruídos estranhos na minha cabeça
Há espaço demais sobrando aqui
Há o tique-taque do desespero
Há as mesmas manchas de sangue
Onde o escárnio lhe glorifica
Onde a natureza esqueceu de fazer o sol brilhar
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