*reflexões baseados no texto de Umberto Eco
O texto expõe acusações a respeito
do domínio da Cultura de Massa. A princípio, Nietzsche já demonstrava certa
desconfiança em relação ao discurso, igualitário e as multidões. Ortega e
Gasset discorrem sobre a Cultura de Massa, na qual a grande massa era vista
como uma espécie de “rebanho”, pois achavam que certos valores culturais
deveriam ser reservados para um determinado grupo e não compartilhado e
distribuído para todos. Já Adorno, aponta para o poder de manipulação da
Cultura de Massa.
Percebe–se que essa cultura
propagada, gira me torno dos fins comerciais. Há uma crítica a empresa
McDonald’s, porém essas críticas se apresentam baseadas em “modelos clássicos
de culto”. Discute–se que o homem como ser inserido nessa grande massa, não é
“ele mesmo”, mas sim “outro homem”.
Paralelo a essa discussão, surgem
acusações e defesas da Cultura de Massa, De um lado, temos um mass media voltado para um grupo
heterogêneo, ou seja, pelo gosto de cada um e de um todo. Nesse caso, segundo o
autor, ocorre uma destruição das “características próprias de cada grupo
étnico”, quando se trabalha numa perspectiva de mass media para um grupo heterogêneo. O público, de uma certa
forma, apenas absorve o que é difundido pela Cultura de Massa, não podendo
manifestar exigências, apenas “sofre as propostas sem saber que as sofre”.
Como foi dito anteriormente, os mass
media oferecem ao público o que eles querem, independente do conteúdo ser bom
ou ruim, o importante é “satisfazer o cliente”, visto que rotula–se que os mass
media estão ligados a “lei da oferta e da procura”, e conseqüentemente reflete
o consumismo que está intrínseco nessa relação entre a grande massa e a Cultura
de massa, ou seja, seu objetivo é entreter o público.
Por outro lado, a Cultura de Massa
nasce do seio de uma sociedade, onde ocorre a interação entre diferentes grupos
humanos que encontram algo em comum, que os identifiquem. A Cultura de Massa se
funde com a Cultura Superior, segundo o autor do texto, mas difundem “produtos”
não positivos como erotismo, programas sádicos, etc, uma espécie de “pão e
circo”: é dado aquilo que a grande massa quer e ela absorve sem ter a
consciência ou a capacidade de julgar se aquilo é bom ou ruim.
Esse “gosto ou mal gosto” une diferentes
pessoas e elimina certas barreiras sócias relacionadas a classe social, opção
sexual, etc. E finalmente, encerra–se o texto com a convicção de que certos
grupos econômicos difundem a Cultura de Massa com a finalidade de lucrar: “O
produto deve agradar ao freguês”.
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