Um coração tão negro que jamais pode deixar-se colorir de vermelho
Um sangue denso para pintar o quadro de sua demência
Quebrada por dentro cujo os incorrigíveis erros
Fizeram ser a dama mais triste que hoje há de escrever
O que eu terei me tornado depois de mil anos?
Quando eu quebrei o retrato que tu fizestes
Foi como se meu estivesse em pedacinhos
Mas eu não me importei
O que terei me tornado daqui a mil anos?
Nada do que diga justifica sua ausência
Às vezes reconheço que o erro foi meu
Mas eu não me importo agora
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