Olá amigos. No mês de hoje, de
acordo com o calendário do projeto da Anna Costa trataremos da poesia Alone e
do conto Hans Pfaall. Contudo adianto que não teremos resenha do poema Alone,
visto que ano passado eu tratei dela, quando a proposta original só abordava
contos e eu mesclei a poesias.

Poesia Alone (resenha)
Conto: A AVENTURA SEM PARALELO
DE UM TAL HANS PFAALL, é do gênero de ficção científica feito por Poe e
publicado em sua coletânea de contos Histórias Extraordinárias (1833-1845).
"Além disto, há vários outros textos satíricos, de humor, enigmáticos (como “O Escaravelho de Ouro”) e profundamente metafísicos. Edgar Allan Poe é considerado como um dos precursores da Ficção Científica, por causa de contos como “O Embuste do Balão”, “A Aventura sem par de um tal Hans Pfaall”. Poe é também considerado como o primeiro autor de ficção policial, ao conceber o antológico personagem Auguste Dupin. Tornou-se um ícone da literatura de Terror e Gótica". http://blogdoescritor.oficinaeditora.com/2009/
A história é sobre Hans Pfaall
e sua viagem rumo à Lua em um balão. Ele era morador da cidade de Roterdão. (Na
época do conto fazia pouco tempo que o Balão de ar tinha sido criado, então
essa é a estratégia de ficção científica por Poe). Todos na cidade, em dado
dia, avistam um balão e um homem misterioso que o pilota, o que causa e espanto e admiração.
“Esta
circunstância era tanto mais importante quanto era certo que Pfaall
desaparecera de Roterdão, com três amigos seus, havia aproximadamente cinco
anos, e desaparecera de uma maneira tão súbita e inexplicável que até ao
momento em que começa esta história tinham fracassado todas as pesquisas e
investigações. É bem verdade que se tinham descoberto recentemente, no extremo
este da cidade, algumas ossadas que, a princípio, se tomaram por humanas, entre
um montão de escombros, e que alguns tinham chegado a supor que eram os
vestígios de um espantoso crime no qual tivessem perecido Hans Pfaall e os seus
camaradas. Mas voltemos à nossa narrativa” (p. 25)
Uma carta é deixada antes do
balão alçar mais voo e sumir. A carta é de autoria de Hans Pfaall que havia
desaparecido há cinco anos, juntamente com alguns de seus credores. Ele conta
sobre como construiu o balão, a princípio:
“Estava
uma noite sombria quando nos despedimos pela última vez. Levando comigo, como
ajudantes de campo, os três credores que tantos desgostos me tinham causado,
trasladei o balão com a sua barquinha e os demais acessórios pelas ruas
afastadas até ao lugar onde tinha o depósito geral. Encontrei intactos todos os
objetos e imediatamente começámos a tarefa”. (p. 28)
Durante o voo, alguns problemas
e pequenas explosões matam alguns dos membros do balão, gerando pavor em Hans.
“Resolvi
abandonar o mundo, mas continuar a existir; em resumo, para evitar os enigmas:
resolvi, sem preocupações, emigrar para a Lua. E para que me não suponham mais
louco do que na realidade o estou, procurarei expor da melhor maneira possível
as considerações que me induziram a crer factível essa tentativa, por muito
difícil e cheia de perigos que se imagine” (p. 30)
O
resultado desta viagem é revelado com a convivência com os seres lunares na
carta assim relatada
“Ainda me resta muito que falar
sobre o clima deste planeta, sobre as suas assombrosas alternativas de frio e
de calor, sobre a claridade solar que dura quinze dias, implacável e ardente, e
sobre a temperatura glacial ultrapolar que enche a outra quinzena. Não menos
interessantes são os 20 dados relativos a uma translação constante da humidade
operada por destilação, como no vácuo, desde o ponto situado imediatamente
abaixo do Sol até ao mais longínquo. E também o que diz respeito à raça dos
habitantes, seus costumes, seus trajos e instituições políticas, a sua
constituição física a sua fealdade, a sua falta de orelhas, apêndices supérfluos
numa atmosfera tão estranhamente organizada, e portanto a sua ignorância de
qualquer espécie de linguagem, e o singular meio de comunicação que substitui a
palavra. E os dados que se referem à incompreensível relação que une cada
cidadão lunar a um cidadão do globo terrestre, análoga e submetida à que rege
igualmente os movimentos do planeta e do seu satélite e em virtude da qual as
existências e os destinos dos habitantes de um estão sujeitos às existências e
destinos dos habitantes do outro. E, sobretudo, falarei a Suas Excelências dos
sombrios e horríveis mistérios relegados para as regiões do outro hemisfério
lunar que, graças à concordância quase milagrosa da rotação do satélite sobre o
seu eixo com a sua revolução sideral em volta da Terra, nunca apresentou a sua
superfície à nossa vista e que — Deus louvado! — não se exporá jamais à
curiosidade dos telescópios humanos [...]Tal é o fim da presente carta. O
portador, que é um habitante da lua que eu convenci a servir-me de mensageiro e
que leva as instruções suficientes, esperará a resolução de Vossas Excelências
e trarme-á o perdão solicitado se me for concedido [...]” (p. 43)
Contudo,
ninguém acredita nas aventuras de Hans e da morte de seus credores, que aos
olhos da sociedade, não passavam de lunáticos e bêbados. Poe encerra o conto
dizendo que
“E em último lugar, o que é uma
opinião geralmente reconhecida ou que deve sê-lo, que o Colégio Astronómico de
Roterdão, tal como todos os colégios astronómicos de todas as partes do
Universo, sem falar dos colégios e dos astrónomos em geral, não sabem
absolutamente nada do que é necessário”. (p. 44)
Sempre
confira no blog da Anna Costa e na página do facebook sobre o projeto 12 meses
de Poe- ano II. Tem um video sobre o conto feito especialmente pela Anna. Confira
https://www.youtube.com/watch?v=sh99WD6pZGw
No conto de abril, "A aventura sem paralelo de um tal Hans Pfaall", Poe vai brincar com ficção científica, viagem à lua e vida extraterrestre. Este conto foi de grande influência ao pai do steampunk, Jules Verne.- Anna Costa
Preste atenção nos links para se inscrever e participar
LINKS ÚTEIS:
Para mais informações
Até
próximo mês com mais leituras de Poe!
Abaixo, links importantes extraídos do blog http://blogdoescritor.oficinaeditora.com/2009/
Poe Bicentennial - Baltimore - http://www.poebicentennial.com/index.html
Poe Revealed 1809-2009 – Richmond - http://www.poe200th.com/index.php
The New York Times – Edgar Allan Poe at 200 (Slideshow)
http://www.nytimes.com/slideshow/2009/01/16/books/eapoe-SLIDE-SHOW-01-17-2009_index.html
- BAUDELAIRE, Charles, Sobre a Modernidade. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1996.
- Baudelaire and the Arts, Translations: Baudelaire, translator of Edgar Allan Poe
http://dl.lib.brown.edu/baudelaire/translations1.html
- The Literature Network – Edgar Allan Poe
http://www.online-literature.com/poe/
- PEEPLES, Scott, The Afterlife of Edgar Allan Poe. Boydell & Brewer, 2007.
http://books.google.com/books?id=NyEumvZL1QMC&printsec=frontcover
- Poe Museum
http://www.poemuseum.org/poes_life/index.html
- Wikipédia – Edgar Allan Poe
http://en.wikipedia.org/wiki/Edgar_Allan_Poe
- Wikipédia – Poe’s obituary
http://en.wikisource.org/wiki/Death_of_Edgar_Allan_Poe
- Wikipédia – Rufus Wilmot Griswold
http://en.wikipedia.org/wiki/Rufus_Wilmot_Griswold
- The works of Edgar Allan Poe, in four volumes. Vol I, with Memoirs by R. W. Griswold. New York: W. J. Widdleton, Publisher, 1865.
http://books.google.com/books?id=Cy4CAAAAQAAJ&printsec=titlepage
Poe Revealed 1809-2009 – Richmond - http://www.poe200th.com/index.php
The New York Times – Edgar Allan Poe at 200 (Slideshow)
http://www.nytimes.com/slideshow/2009/01/16/books/eapoe-SLIDE-SHOW-01-17-2009_index.html
- BAUDELAIRE, Charles, Sobre a Modernidade. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1996.
- Baudelaire and the Arts, Translations: Baudelaire, translator of Edgar Allan Poe
http://dl.lib.brown.edu/baudelaire/translations1.html
- The Literature Network – Edgar Allan Poe
http://www.online-literature.com/poe/
- PEEPLES, Scott, The Afterlife of Edgar Allan Poe. Boydell & Brewer, 2007.
http://books.google.com/books?id=NyEumvZL1QMC&printsec=frontcover
- Poe Museum
http://www.poemuseum.org/poes_life/index.html
- Wikipédia – Edgar Allan Poe
http://en.wikipedia.org/wiki/Edgar_Allan_Poe
- Wikipédia – Poe’s obituary
http://en.wikisource.org/wiki/Death_of_Edgar_Allan_Poe
- Wikipédia – Rufus Wilmot Griswold
http://en.wikipedia.org/wiki/Rufus_Wilmot_Griswold
- The works of Edgar Allan Poe, in four volumes. Vol I, with Memoirs by R. W. Griswold. New York: W. J. Widdleton, Publisher, 1865.
http://books.google.com/books?id=Cy4CAAAAQAAJ&printsec=titlepage

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