Ego


Não é a hora de voar alto e quebrar as correntes?
Por anos presos nesse círculo vicioso de carmim?
O horizonte vivo de memórias desfeitas espera o bravo
Que ri da dor da queda do alto precipício

Meus filhos, venham para o banquete de cobras oferecidas
Eu expulsarei o malfeitor disfarçado de bom moço
Já está no tempo de assinalar o seu adeus de nossas vidas
Ele nos impede de alcançarmos a eternidade

Vigie o dia, em especial a noite quando ele age
Fingindo ser um cavalheiro, oferecendo bebidas e conversas estúpidas
Nós prometemos aproveitar o tempo para buscarmos o conhecimento
E ele nos desvia do verdadeiro caminho da resposta

Meus filhos, corram porque o relógio urra blasfêmias
Mas nem toda ira tem a força de uma maldição
Quem deseja a nós tesouros, tesouros terá, e se for dor, também a terá
Fazemos parte da lei universal que encerra a vida

Homem: "Um por um cai no esquecimento
Meu foco será quem eu sou
Apagarei o meu ego para sempre
E partirei em paz!"


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